{"id":2989,"date":"2016-11-25T18:47:41","date_gmt":"2016-11-25T18:47:41","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=2989"},"modified":"2016-11-25T18:47:41","modified_gmt":"2016-11-25T18:47:41","slug":"renda-do-trabalhador-cai-pela-primeira-vez-em-11-anos-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/renda-do-trabalhador-cai-pela-primeira-vez-em-11-anos-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Renda do trabalhador cai pela primeira vez em 11 anos, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A renda real &#8211; corrigida pela infla\u00e7\u00e3o &#8211; dos trabalhadores brasileiros caiu 5% em 2015 na compara\u00e7\u00e3o com 2014 e foi a primeira redu\u00e7\u00e3o em 11 anos, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853.\u00a0 J\u00e1 o de todas as fontes, que inclui aposentadorias, recebimento de alugu\u00e9is, juros e benef\u00edcios sociais, entre outros, passou de R$ 1.845 para R$ 1.746 (-5,4%). O rendimento domiciliar foi de R$ 3.443 para R$ 3.186 (-7,5%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todas as categorias do emprego acusaram redu\u00e7\u00e3o no rendimento m\u00e9dio mensal real do trabalho principal, com destaque para os trabalhadores dom\u00e9sticos com carteira assinada (-3,1%). A coordenadora da pesquisa do IBGE, Maria L\u00facia Vieira, explicou que a queda est\u00e1 diretamente relacionada com a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada no pa\u00eds no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cFoi um per\u00edodo em que a desocupa\u00e7\u00e3o aumentou muito, cerca de 38%, e atingiu principalmente as pessoas ocupadas na ind\u00fastria, na regi\u00e3o Sudeste, e com carteira assinada, que t\u00eam rendimentos maiores que os sem carteira e os que trabalham por conta pr\u00f3pria. A ocupa\u00e7\u00e3o caiu justamente nos setores onde os rendimentos eram maiores\u201d, disse ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>N\u00fameros da queda<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todas as grandes regi\u00f5es apresentaram redu\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos: 7,2% no Norte (de R$ 1,565 para R$ 1.453); 5,6% no Nordeste (de R$ 1.295 para R$ 1.223), 5,4% no Sudeste (de R$ 2.239 para R$ 2.117); 3,3% na regi\u00e3o Sul (de R$ 2.149 para R$ 2.079) e 3,5% e Centro-Oeste (de R$ 2.284 para R$ 2.203).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O \u00edndice de Gini, que mede a concentra\u00e7\u00e3o de renda e desigualdade, tamb\u00e9m sofreu redu\u00e7\u00e3o, mas segundo Maria L\u00facia, isso decorre da crise econ\u00f4mica do pa\u00eds e n\u00e3o da melhora na distribui\u00e7\u00e3o de renda. \u201cAs quedas do rendimento se deram muito mais nos 50% da popula\u00e7\u00e3o que ganham mais do que nos 50% que ganham menos e isso fez com o que o Gini ca\u00edsse\u201d, afirmou. \u201cA concentra\u00e7\u00e3o diminuiu porque piorou mais para quem estava melhor em vez de melhorar para quem estava pior\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para esse indicador, quanto mais pr\u00f3ximo de zero menor a desigualdade, sendo o n\u00famero um desigualdade m\u00e1xima. O \u00edndice da distribui\u00e7\u00e3o do rendimento do trabalho caiu de 0,490 em 2014 para 0,485 em 2015, seguindo trajet\u00f3ria decrescente da s\u00e9rie desde 2004 (0,545).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Houve queda tamb\u00e9m no \u00edndice de distribui\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio mensal real dos domic\u00edlios particulares permanentes (0,494, em 2014, para 0,493 em 2015) e do rendimento m\u00e9dio mensal de todas as fontes (de 0,497 em 2014 para 0,491, em 2015).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Nordeste tem o maior n\u00edvel de desigualdade<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A regi\u00e3o Nordeste apresentou o maior n\u00edvel de desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o desse rendimento (0,498), enquanto a Sul, o menor (0,441). Em termos de varia\u00e7\u00e3o no per\u00edodo, o Sudeste registrou a maior redu\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Gini de 2014 para 2015, seguida pela regi\u00e3o Centro-Oeste.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os 10% da popula\u00e7\u00e3o ocupada com os menores rendimentos recebiam 3,5% do valor obtido pelos 10% da popula\u00e7\u00e3o ocupada com os rendimentos mais elevados. Em 2014, essa rela\u00e7\u00e3o era de 3,6%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O grupo dos 10% de rendimentos mais elevados concentrou quase 40% do total de rendimentos do trabalho, registrando em m\u00e9dia R$ 7,4 mil, valor 5,9% menor do que o de 2014. O grupo pertencente \u00e0 classe dos 10% de menor rendimento mensal de todos os trabalhos recebeu 1,4% do total de rendimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 2015, 44,7% dos domic\u00edlios particulares brasileiros que declararam ter algum tipo de rendimento contavam com at\u00e9 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo (R$ 788) por morador no domic\u00edlio dos 68,2 milh\u00f5es de domic\u00edlios que declararam possuir rendimentos.]<\/span><\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853.  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