{"id":8233,"date":"2021-05-31T18:11:01","date_gmt":"2021-05-31T21:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=8233"},"modified":"2021-05-31T18:11:01","modified_gmt":"2021-05-31T21:11:01","slug":"proporcao-de-familias-endividadas-continuou-subindo-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/proporcao-de-familias-endividadas-continuou-subindo-em-maio\/","title":{"rendered":"Propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias endividadas continuou subindo em maio"},"content":{"rendered":"<p><em>Por economista Ademilson Saraiva, da assessoria econ\u00f4mica da Fecom\u00e9rcio PE <\/em><\/p>\n<p>No m\u00eas de maio de 2021, 80,1% das fam\u00edlias pernambucanas se declararam endividadas, segundo os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (PEIC\/CNC). Esse \u00e9 o n\u00edvel mais elevado de fam\u00edlias endividadas observado no estado de Pernambuco, ap\u00f3s julho de 2011. Desde que come\u00e7ou a ser medida, em janeiro de 2010, a s\u00e9rie hist\u00f3rica da PEIC havia registrado cinco vezes um patamar acima de 80%: maio de 2010 (81,3%); agosto de 2010 (92,5%); mar\u00e7o de 2011 (81,4%); maio de 2011 (80,7%); e julho de 2011 (81,3%).<\/p>\n<p>O percentual de fam\u00edlias com contas em atraso tamb\u00e9m continuou subindo em maio de 2021 e alcan\u00e7ou 31,9% \u2013 contra 28,0% em dezembro de 2020 \u2013, assim como o percentual de fam\u00edlias que se declaram sem condi\u00e7\u00f5es de pagar d\u00edvidas em atraso, que chegou a 13,2% em maio \u2013 face aos 11,3% registrados no final de 2020. Nestes casos, os percentuais n\u00e3o se encontram t\u00e3o mais elevados quanto os observados no segundo semestre do ano passado, mas \u00e9 importante ressaltar que o papel do aux\u00edlio emergencial, durante nove meses, foi essencial para os resultados em 2020, por prover uma fonte de renda com a qual as fam\u00edlias conseguiram quitar parte de suas d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Segundo estimativas da CNC, o aux\u00edlio emergencial teve impacto positivo sobre o varejo no ano passado, sendo muito relevante em meio \u00e0 pandemia, mas tamb\u00e9m foi importante para o pagamento de d\u00edvidas atrasadas. Em 2021, o aporte do aux\u00edlio ser\u00e1 menor e por menos tempo, consequentemente, com impacto inferior sobre a renda dispon\u00edvel. S\u00f3 para o varejo, a entidade estima que o impacto do aux\u00edlio emergencial em 2021 ser\u00e1 oito vezes menor que o observado no ano anterior.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar tamb\u00e9m que a conjuntura econ\u00f4mica observada entre 2010 e 2011 e que levou ao alto percentual de fam\u00edlias com d\u00edvidas era bem diferente da atual. Naqueles anos, a expans\u00e3o de pol\u00edticas de cr\u00e9dito e de investimento, como medidas de mitiga\u00e7\u00e3o da crise financeira internacional, fomentava o aquecimento do mercado interno, favorecia a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda e impulsionava o consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Na crise atual, causada pela pandemia do novo coronav\u00edrus, a expans\u00e3o do endividamento est\u00e1 relacionada \u00e0s dificuldades no mercado de trabalho \u2013 devido \u00e0s paraliza\u00e7\u00f5es, redu\u00e7\u00e3o das jornadas e demiss\u00f5es \u2013, bem como ao aumento de pre\u00e7os, sobretudo de alimentos e energia el\u00e9trica, que pesam principalmente sobre o or\u00e7amento das fam\u00edlias de renda mais baixa.<\/p>\n<p>Sobre o perfil do endividamento, ressalta-se que entre as fam\u00edlias endividadas 5,6% t\u00eam d\u00edvidas que comprometem o or\u00e7amento por at\u00e9 3 meses, 41,4% delas t\u00eam d\u00edvidas que perdurar\u00e3o entre 3 e 6 meses, 23,1% delas t\u00eam d\u00edvidas que dever\u00e3o comprometer a renda por 6 meses a 1 ano e quase \u00bc (24,2%) delas t\u00eam d\u00edvidas que se prolongam por mais de 1 ano \u2013 outros 5,6% n\u00e3o souberam responder. O tempo m\u00e9dio de comprometimento da renda com as d\u00edvidas ficou em 7,3 meses, ou seja, um prazo que se estende at\u00e9 o final de 2021.<\/p>\n<p>No que se refere ao grau de comprometimento da renda, 55,4% das fam\u00edlias endividadas se encontram com percentuais entre 11% e 50% da sua renda comprometida com d\u00edvidas. O levantamento da CNC estima que a parcela m\u00e9dia da renda familiar comprometida, em maio, foi de 28,6%. Ou seja, quase um ter\u00e7o da renda das fam\u00edlias pernambucanas. Esse valor, entretanto, \u00e9 menor que o registrado pelo Brasil, segundo a mesma pesquisa, o qual alcan\u00e7ou 30,1% em maio.<\/p>\n<p>Entre os tipos de d\u00edvidas mencionadas, destaca-se novamente o avan\u00e7o do endividamento por cart\u00e3o de cr\u00e9dito, citado por 96,1% das fam\u00edlias endividadas em abril e por 96,7% em maio. O carn\u00ea \u00e9 o segundo tipo mais citado e apresentou um avan\u00e7o significativo de 22,8% em abril para 26,6% em maio.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito pessoal entre as fam\u00edlias endividadas tamb\u00e9m evolui em maio com rela\u00e7\u00e3o a abril, saindo de 5,8% para 6,4%. Movimento contr\u00e1rio foi observado com rela\u00e7\u00e3o ao financiamento de ve\u00edculos, que foi citado por 6,3% das fam\u00edlias endividadas em abril e caiu para 5,6% e maio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por economista Ademilson Saraiva, da assessoria econ\u00f4mica da Fecom\u00e9rcio PE No m\u00eas de maio de 2021, 80,1% das fam\u00edlias pernambucanas se declararam endividadas, segundo os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (PEIC\/CNC). Esse \u00e9 o n\u00edvel mais elevado de fam\u00edlias endividadas observado no estado de Pernambuco, ap\u00f3s julho de 2011. 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