{"id":7469,"date":"2020-08-04T12:32:48","date_gmt":"2020-08-04T15:32:48","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=7469"},"modified":"2020-08-04T12:32:48","modified_gmt":"2020-08-04T15:32:48","slug":"endividamento-dos-brasileiros-ja-apresentava-tendencia-de-alta-mesmo-antes-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/endividamento-dos-brasileiros-ja-apresentava-tendencia-de-alta-mesmo-antes-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Endividamento dos brasileiros j\u00e1 apresentava tend\u00eancia de alta mesmo antes da pandemia"},"content":{"rendered":"<p><i>Estudo especial da Confedera\u00e7\u00e3o mostra que condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais favor\u00e1veis a partir de 2019 impulsionaram a contra\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas pelas fam\u00edlias<\/p>\n<p>A crise, no entanto, intensificou o endividamento e a inadimpl\u00eancia, sobretudo entre as fam\u00edlias de menor renda<\/i><\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<div>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) produziu um estudo especial sobre o comportamento do endividamento dos brasileiros durante a crise provocada pela pandemia do novo coronav\u00edrus. Utilizando os resultados mensais da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), a CNC analisou informa\u00e7\u00f5es sobre o n\u00edvel de comprometimento da renda do consumidor com d\u00edvidas no per\u00edodo, assim como contas em atraso, al\u00e9m da sua percep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de pagamento.<\/p>\n<p>Existem hoje no Brasil quase 11 milh\u00f5es de fam\u00edlias (10.952.420) que possuem algum tipo de d\u00edvida. H\u00e1 um ano, esse n\u00famero era 5,8% menor (10.356.426, em julho de 2019). O percentual de endividamento dos brasileiros cresceu durante a pandemia: saiu de 66,2% em mar\u00e7o para 67,4% em julho, alcan\u00e7ando o maior n\u00edvel desde o in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o da Peic, em janeiro de 2010. Por\u00e9m, de acordo com a pesquisa, a trajet\u00f3ria crescente do endividamento j\u00e1 era observada antes da crise, com tend\u00eancia ascendente desde o fim de 2018, acentuando-se no ano passado &#8211; coincidindo com o ciclo de redu\u00e7\u00e3o dos juros. &#8220;Com condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais favor\u00e1veis desde o in\u00edcio de 2019, as fam\u00edlias vinham aumentando a aquisi\u00e7\u00e3o de produtos mais dependentes do cr\u00e9dito, sustentando o consumo atrav\u00e9s do maior endividamento\u201d, afirma o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros.<\/p>\n<p>O surto de covid-19 impactou de maneira bem diferente os dois grupos de renda estudados pela pesquisa da CNC. Enquanto a necessidade de cr\u00e9dito cresceu entre as fam\u00edlias que recebem at\u00e9 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos, com o percentual de endividamento saltando de 67,1%, em mar\u00e7o, para o recorde de 69%, em julho, as consideradas mais ricas aumentaram a propens\u00e3o a poupar, com este mesmo indicador caindo de 62,1% (mar\u00e7o) para 59,1% (julho). \u201cEm fun\u00e7\u00e3o da renda mais achatada, este primeiro grupo tem contra\u00eddo mais d\u00edvidas durante a pandemia, pois precisa de recursos para financiar despesas correntes e manter algum n\u00edvel de consumo\u201d, explica Izis Ferreira, economista da CNC respons\u00e1vel pelo trabalho. \u201cJ\u00e1 entre as fam\u00edlias com rendimento mensal superior a 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos, o temor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise de sa\u00fade injetou cautela quanto aos gastos, e elas est\u00e3o poupando mais.\u201d<\/p>\n<p>O tempo m\u00e9dio de comprometimento com d\u00edvidas entre as fam\u00edlias endividadas aumentou durante a pandemia, passando de 7 meses em mar\u00e7o para 7,4 meses em julho. A propor\u00e7\u00e3o de endividados com vencimentos de compromissos em at\u00e9 tr\u00eas meses apresentou redu\u00e7\u00e3o a partir de abril. Por outro lado, aumentou a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com d\u00edvidas a vencer no prazo de 6 meses a 1 ano, assim como aquelas acima de 1 ano. \u201cEsse movimento de alongamento das d\u00edvidas, ou seja, a procura por compromissos vincendos em prazos mais longos, melhora a capacidade das fam\u00edlias de quitarem seus d\u00e9bitos. \u00c0 medida que os prazos aumentam, as presta\u00e7\u00f5es tendem a ser menores, encaixando-se melhor nos or\u00e7amentos dom\u00e9sticos, que, naturalmente, foram encurtados com a crise\u201d, destaca a economista da Confedera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Inadimpl\u00eancia tamb\u00e9m cresce na pandemia<\/b><\/p>\n<p>Com mais consumidores endividados, a inadimpl\u00eancia tamb\u00e9m aumentou durante a pandemia. Cresceu a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com contas ou d\u00edvidas em atraso (de 25,3%, em mar\u00e7o, para 26,3%, em julho). \u201cEm termos absolutos, pode-se dizer que, em cada dez fam\u00edlias endividadas, quatro atrasaram alguma das d\u00edvidas em julho. Em mar\u00e7o, essa raz\u00e3o indicava resultado um pouco menor, a cada dez fam\u00edlias com d\u00edvidas, 3,7 precisaram atrasar o pagamento de algum compromisso\u201d, ressalta Izis Ferreira. Assim como no indicador referente ao endividamento, o grupo de fam\u00edlias de menor renda apresentou tend\u00eancia de crescimento no percentual, nos \u00faltimos meses (de 28,4%, em mar\u00e7o, para 29,7%, em julho). J\u00e1 entre a parcela com rendimentos mensais acima de 10 sal\u00e1rios, o \u00edndice se manteve praticamente est\u00e1vel desde o in\u00edcio do surto de covid-19: variou de 11,4% (mar\u00e7o) para 11,2% (julho).<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, acelerou tamb\u00e9m o percentual das fam\u00edlias que declararam n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de quitar os d\u00e9bitos no m\u00eas seguinte e que, portanto, v\u00e3o permanecer inadimplentes. A propor\u00e7\u00e3o cresceu de 10,2%, em mar\u00e7o, para 12%, em julho, atingindo o percentual mais elevado da s\u00e9rie. No caso deste item, nota-se tend\u00eancia positiva a partir de abril, nas duas faixas de renda pesquisadas. \u201cOs consumidores est\u00e3o se esfor\u00e7ando para evitar a inadimpl\u00eancia, mas, uma vez inadimplentes, encontram dificuldades para quitar seus compromissos financeiros em aberto\u201d, diz a economista da CNC, ressaltando que o tempo de atraso das quita\u00e7\u00f5es diminuiu durante a pandemia. \u201cOs atrasos acima de 90 dias, que vinham caindo desde fevereiro, continuam mantendo a trajet\u00f3ria declinante durante a crise.\u201d<\/p>\n<p><b>Cart\u00e3o de cr\u00e9dito perde espa\u00e7o com a crise<\/b><\/p>\n<p>O cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que historicamente lidera o ranking de principal tipo de d\u00edvida entre os brasileiros, acabou por perder espa\u00e7o durante os meses de pandemia. A modalidade, que chegou a representar 78,4% do total de d\u00edvidas em mar\u00e7o, passou a 76,2% em julho. Izis Ferreira chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, assim como o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, o cheque especial tamb\u00e9m recuou no per\u00edodo, \u201cambos por serem modalidades consideradas mais caras atualmente\u201d. Por outro lado, as d\u00edvidas cresceram no cr\u00e9dito consignado (6,3% para 8,2%), no cr\u00e9dito pessoal (8,2% para 9,2%), nos carn\u00eas de loja (16,2% para 17,6%) e nos tipos de financiamento \u2013 carro (10,3% para 11,3%) e casa (9,0% para 10,1%).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo especial da Confedera\u00e7\u00e3o mostra que condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais favor\u00e1veis a partir de 2019 impulsionaram a contra\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas pelas fam\u00edlias A crise, no entanto, intensificou o endividamento e a inadimpl\u00eancia, sobretudo entre as fam\u00edlias de menor renda A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) produziu um estudo especial sobre<br \/><a href=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/endividamento-dos-brasileiros-ja-apresentava-tendencia-de-alta-mesmo-antes-da-pandemia\/\" class=\"more\">Read more<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7470,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7469"}],"collection":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7469"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7469\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7471,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7469\/revisions\/7471"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7470"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}