{"id":7462,"date":"2020-07-30T16:01:20","date_gmt":"2020-07-30T19:01:20","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=7462"},"modified":"2020-07-30T16:01:20","modified_gmt":"2020-07-30T19:01:20","slug":"endividamento-dos-pernambucanos-recua-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/endividamento-dos-pernambucanos-recua-em-julho\/","title":{"rendered":"Endividamento dos pernambucanos recua em julho"},"content":{"rendered":"<p>A propor\u00e7\u00e3o de endividados na Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic) pernambucano mostra movimento na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 do nacional e recua ap\u00f3s duas altas consecutivas. O percentual de fam\u00edlias endividadas em julho atingiu os 73,9%, recuando em rela\u00e7\u00e3o a junho, que estava em 75,2%. Esta \u00e9 a maior taxa de endividados para os meses de julho, desde 2011, quando o resultado atingiu os 81,3%.<\/p>\n<p>O comportamento pode estar sendo influenciado pelo n\u00famero de demiss\u00f5es, que, no mercado de trabalho formal, continua intenso, fazendo com que muitos utilizem as verbas indenizat\u00f3rias para quita\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, pois o ambiente de incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da economia e, consequentemente, do retorno ao mercado de trabalho \u00e9 alto e faz com que muitas fam\u00edlias priorizem a quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros, o percentual de 73,9% equivale a 379.737 fam\u00edlias endividadas, queda de 6.772 lares em um m\u00eas, j\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019 houve uma alta de 27.496 fam\u00edlias. As fam\u00edlias que possuem contas em atraso atingiram os 30,4%, queda em rela\u00e7\u00e3o a junho e crescimento quando comparado a julho do ano anterior, que registraram percentual de 31,4% e 28,9%, respectivamente.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que estas fam\u00edlias j\u00e1 apresentavam maior dificuldade no pagamento de suas d\u00edvidas, com or\u00e7amento mais apertado, aumentando as dificuldades de honrar todos os pagamentos em um per\u00edodo de maior restri\u00e7\u00e3o devido \u00e0 pandemia da Covid-19 e, principalmente, com um mercado ainda apresentando deteriora\u00e7\u00e3o. Atualmente, no estado, 156.080 fam\u00edlias est\u00e3o com alguma conta em atraso.<\/p>\n<p>J\u00e1 a parcela da popula\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica, que s\u00e3o aquelas que informam n\u00e3o ter mais condi\u00e7\u00f5es de pagar as suas d\u00edvidas, mostrou percentual de 12,0%, o que corresponde a 61.790 mil fam\u00edlias inadimplentes. Diferente dos dois primeiros, este grupo apresentou queda no n\u00famero de fam\u00edlias pelo segundo m\u00eas consecutivo. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram 12.531 lares que conseguiram sair desta situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a d\u00edvidas, j\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o anual o percentual de fam\u00edlias inadimplentes subiu e teve recuo de 1.467.\u00a0A facilidade de renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas criadas pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras como um dos meios de reduzir os transtornos da pandemia para os consumidores \u00e9 um dos pontos que contribuem para amenizar o percentual de inadimplentes.<\/p>\n<p>Analisando o n\u00edvel de endividamento, verifica-se que os mais pobres s\u00e3o os que mais sofrem, visto que foram os mais afetados com a paralisa\u00e7\u00e3o do setor produtivo, com a maioria das fam\u00edlias informando estar muito endividadas. J\u00e1 as fam\u00edlias de rendimento acima de 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos tem perfil oposto, com a maioria informando estar pouco endividada. Os de maior rendimento, apesar de tamb\u00e9m ter sido impactado negativamente, como aqueles que possuem estabelecimentos que n\u00e3o puderam funcionar durante o isolamento, foram mais beneficiados em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho, pois grande parte das atividades realizadas pela popula\u00e7\u00e3o deste grupo teve continuidade com a realiza\u00e7\u00e3o remota.<\/p>\n<p>Quando se analisa o resultado por tipo de d\u00edvida, verifica-se que o tipo mais apontado continua sendo o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, atingindo 92,8%, seguido pelo endividamento com carn\u00eas, que apresentou crescimento e atingiu os 23,3%.\u00a0Ambos os meios de pagamento refletem a dificuldade que as fam\u00edlias est\u00e3o apresentando em seus or\u00e7amentos, o que obriga muitos a recorrer ao financiamento para manter o n\u00edvel de consumo.<\/p>\n<p>A maioria das fam\u00edlias endividadas informa tamb\u00e9m que as d\u00edvidas comprometem entre 11% e 50% da renda, valor considerado preocupante, visto que, ap\u00f3s o pagamento das despesas correntes, como energia el\u00e9trica, \u00e1gua e esgoto, telefone, internet e alimenta\u00e7\u00e3o, grande parte das fam\u00edlias pode n\u00e3o apresentar recursos que sobrem para investir, limitando a capacidade do crescimento familiar.<\/p>\n<p>Para o m\u00eas de agosto, espera-se um retorno da eleva\u00e7\u00e3o no endividamento das fam\u00edlias, isto porque o pr\u00f3ximo m\u00eas possui data importante, como o Dia dos Pais, que, mesmo n\u00e3o apresentando comemora\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de anos anteriores, tende a apresentar um consumo mais elevado das fam\u00edlias, visto que, nas datas anteriores, n\u00e3o tiveram consumo em n\u00edvel considerado normal devido \u00e0 quarentena. Pesquisa recente do Instituto Fecom\u00e9rcio, realizada com 1.152 consumidores, aponta uma alta na intens\u00e3o de comemora\u00e7\u00e3o quando comparado com as datas anteriores, com o pagamento apontando pela maioria sendo realizado atrav\u00e9s do cr\u00e9dito, outro ponto para esperar um aumento do endividamento das fam\u00edlias em agosto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A propor\u00e7\u00e3o de endividados na Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic) pernambucano mostra movimento na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 do nacional e recua ap\u00f3s duas altas consecutivas. O percentual de fam\u00edlias endividadas em julho atingiu os 73,9%, recuando em rela\u00e7\u00e3o a junho, que estava em 75,2%. 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