{"id":7354,"date":"2020-07-10T14:02:30","date_gmt":"2020-07-10T17:02:30","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=7354"},"modified":"2020-07-10T14:02:30","modified_gmt":"2020-07-10T17:02:30","slug":"setor-de-servicos-pernambucano-recua-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/setor-de-servicos-pernambucano-recua-em-maio\/","title":{"rendered":"Setor de servi\u00e7os pernambucano recua em maio"},"content":{"rendered":"<p>Segundo o IBGE, atrav\u00e9s da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (PMS), o volume de servi\u00e7os pernambucanos mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa no indicador m\u00eas, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, caindo 0,51% em maio. O valor \u00e9 abaixo do resultado nacional que mostrou queda de 0,95%, bem inferior ao desempenho do m\u00eas anterior (-20,56 %), o que implica em uma melhora na economia j\u00e1 em maio suficiente para reduzir os impactos negativos no desempenho dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A queda em menor intensidade n\u00e3o surpreende, visto que setores importantes e que demandam as atividades dos servi\u00e7os, como varejo e ind\u00fastria, apresentaram desempenhos positivos e com valores bem acima do esperado para o per\u00edodo. O primeiro apresentou crescimento do volume de vendas pr\u00f3ximo a dois d\u00edgitos, puxado pelo bom desempenho do setor de hiper e supermercados, que j\u00e1 se mostravam bem durante o in\u00edcio da pandemia, al\u00e9m do crescimento das vendas dos eletrodom\u00e9sticos, que foram incentivados pela comemora\u00e7\u00e3o do Dia das M\u00e3es e pela inje\u00e7\u00e3o de valores do aux\u00edlio emergencial no Estado, que em n\u00famero superou os R$ 2,2 bilh\u00f5es de reais em praticamente dois meses.<\/p>\n<p>O setor industrial tamb\u00e9m mostrou alta importante, contribuindo para aquecer a demanda dos servi\u00e7os mais especializados. O resultado reflete tamb\u00e9m o cen\u00e1rio de melhora na confian\u00e7a das fam\u00edlias e dos empres\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao consumo e aos investimentos. O primeiro devido \u00e0 renda do aux\u00edlio emergencial, alcan\u00e7ando os mais pobres e os que sobreviviam do mercado informal, e o segundo devido aos desdobramentos da inje\u00e7\u00e3o do mesmo aux\u00edlio contribuindo para uma melhora nas vendas e as pol\u00edticas de cr\u00e9dito mais eficientes e que visam os micros e pequenos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que maio foi o segundo m\u00eas de paralisa\u00e7\u00e3o do setor produtivo e com o agravante da aplica\u00e7\u00e3o do lockdown em algumas cidades da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), desta forma, se esperava uma queda t\u00e3o intensa quanto a que foi verificada no m\u00eas de abril. Al\u00e9m disso, outros indicadores continuam apresentando desempenho negativo, como o endividamento das fam\u00edlias e a piora no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A velocidade de recupera\u00e7\u00e3o dos setores e das fam\u00edlias impressiona, visto que j\u00e1 conseguem puxar o desempenho dos servi\u00e7os para n\u00edveis esperados apenas no segundo trimestre. O mercado esperava que o segundo trimestre do ano traria n\u00fameros negativos e com capacidade de minar qualquer tipo de proje\u00e7\u00e3o positiva para o restante do ano. Por\u00e9m, a maioria das atividades apresentou movimento bem diferente do esperado j\u00e1 em maio, o que pode acelerar a recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do setor produtivo, criando um cen\u00e1rio menos cr\u00edtico do que o esperado para a economia este ano.<\/p>\n<p>Vale destacar que os ajustes realizados pelo Governo Federal nas pol\u00edticas adotadas para o setor produtivo, como as de libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito subsidiado, come\u00e7aram a gerar respostas mais r\u00e1pidas. O cr\u00e9dito disponibilizado come\u00e7a a se mostrar capaz de iniciar a revers\u00e3o do cen\u00e1rio negativo criado pelo per\u00edodo de pandemia da Covid-19, visto que grande parte dos empres\u00e1rios que solicitou o recurso come\u00e7a a ter um n\u00edvel de ades\u00e3o superior ao verificado em abril.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outras medidas de igual objetivo, tamb\u00e9m come\u00e7am a tornar o horizonte empresarial menos negativo, como as a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a menor burocracia e o retorno do debate de reformas ligadas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Outra importante medida que continua com alto n\u00edvel de ades\u00e3o e vem reduzindo o peso das despesas s\u00e3o as voltadas \u00e0 quest\u00e3o do emprego, com o governo assumindo parte dos custos salariais das pessoas que tiveram suspens\u00e3o do contrato e redu\u00e7\u00e3o de carga hor\u00e1ria.<\/p>\n<p>J\u00e1 o indicador mensal, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, continua com uma sequ\u00eancia de recuos consecutivos e significativos, com queda de 29,3% em maio, mostrando acelera\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos ante os -27,1% de abril, refletindo uma piora diante do quadro j\u00e1 cr\u00edtico em que passa o setor nos \u00faltimos anos, onde o desempenho oscila entre per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o e deteriora\u00e7\u00e3o. Sendo assim, a melhora verificada entre os meses de abril e maio n\u00e3o foram suficientes para que o desempenho do setor melhorasse quando comparado com 2019.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos tipos de servi\u00e7os, o destaque negativo mais uma vez se encontra no desempenho dos \u201cServi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias\u201d, duramente afetado pelo quadro de consumo lento e em n\u00edvel extremamente baixo quando comparado com 2019, quadro deteriorado devido ao endividamento elevado, desemprego em crescimento e confian\u00e7a ligada ao consumo melhor que o m\u00eas de abril, mas em patamar bem inferior ao verificado no mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o para este tipo de servi\u00e7o foi de -71,0% em maio, valor que pode ser ainda maior no m\u00eas seguinte devido \u00e0 piora nestas vari\u00e1veis citadas inicialmente e a n\u00e3o comemora\u00e7\u00e3o de festividades importantes no Estado como os festejos juninos. O segundo maior recuo ficou com os \u201cTransportes, servi\u00e7os auxiliares aos transportes e correios\u201d, devido \u00e0 continua\u00e7\u00e3o da paralisa\u00e7\u00e3o dos setores produtivos, como o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da demanda dos servi\u00e7os devido \u00e0 ades\u00e3o do lockdown em alguns munic\u00edpios da RMR.<\/p>\n<p>A queda menos intensa foi verificada nos \u201cServi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o\u201d, visto que este tipo de servi\u00e7o apresentou uma resist\u00eancia maior em rela\u00e7\u00e3o a cortes, pois atualmente grande parte das empresas precisa criar um canal de comunica\u00e7\u00e3o com seus parceiros, criando assim uma necessidade maior e evitando cortes mais intensos.<\/p>\n<p>Por fim, o setor de turismo em Pernambuco continua sendo fortemente castigado, mas tamb\u00e9m apresentou melhora em maio. As atividades tur\u00edsticas subiram 7,9% no indicador m\u00eas, j\u00e1 no comparativo mensal o setor continua com varia\u00e7\u00e3o negativa alta, atingido os -70,9. O turismo continua sendo uma das atividades que mais sofrem com o cen\u00e1rio de pandemia, o que se cria uma paralisa\u00e7\u00e3o em praticamente toda a cadeia produtiva. Atualmente, o volume das atividades tur\u00edstica acumulam queda de -13,2% em 12 meses e -31,9% no ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o IBGE, atrav\u00e9s da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (PMS), o volume de servi\u00e7os pernambucanos mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa no indicador m\u00eas, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, caindo 0,51% em maio. 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