{"id":7311,"date":"2020-06-19T13:53:04","date_gmt":"2020-06-19T16:53:04","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=7311"},"modified":"2020-06-19T13:53:04","modified_gmt":"2020-06-19T16:53:04","slug":"setor-de-servicos-pernambucano-recua-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/setor-de-servicos-pernambucano-recua-em-abril\/","title":{"rendered":"Setor de servi\u00e7os pernambucano recua em abril"},"content":{"rendered":"<p>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (rafael.ramos@fecomercio-pe.com)<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, atrav\u00e9s da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (PMS), o volume de servi\u00e7os pernambucano mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa no indicador m\u00eas, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, caindo 20,56% em abril. O valor \u00e9 superior ao resultado nacional, que mostrou queda de 11,71%, superou o desempenho do m\u00eas anterior (-8,6 %), al\u00e9m de ser o maior valor para os meses de abril, desde 2011, quando iniciou a s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A queda n\u00e3o surpreende, pois, abril foi o primeiro m\u00eas que conseguiu captar a paralisa\u00e7\u00e3o do setor produtivo de maneira total, visto que as medidas de isolamento social e os decretos com a proibi\u00e7\u00e3o do funcionamento do com\u00e9rcio n\u00e3o essencial atuaram nos 30 dias do m\u00eas. Desta forma, j\u00e1 se esperava uma queda bem mais intensa que o m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outros indicadores j\u00e1 mostravam desempenho negativo nos dois meses anteriores, como o volume de vendas do com\u00e9rcio, o endividamento das fam\u00edlias, piora no mercado de trabalho e desempenho fraco da ind\u00fastria. O resultado reflete o cen\u00e1rio de piora na confian\u00e7a das fam\u00edlias e dos empres\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao consumo e aos investimentos, onde grande parte dos agentes permanecem com elevada prud\u00eancia devido \u00e0 conjuntura extremamente adversa.<\/p>\n<p>Com os significativos recuos das vendas do varejo no Estado, al\u00e9m de um setor industrial apresentando queda na produ\u00e7\u00e3o e elevada capacidade ociosa, \u00e9 prov\u00e1vel que a deteriora\u00e7\u00e3o do desempenho do setor de servi\u00e7os seja ainda mais intensa no segundo trimestre de 2020. Os resultados negativos verificados no primeiro quarto m\u00eas do ano confirma a perspectiva econ\u00f4mica cr\u00edtica projetada para o desempenho de praticamente todos os setores, inclusive o de servi\u00e7os, nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Vale destacar tamb\u00e9m que ainda n\u00e3o se verificou resposta do setor produtivo \u00e0s pol\u00edticas adotadas pelas esferas governamentais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos impactos negativos da Covid-19. O cr\u00e9dito disponibilizado ainda n\u00e3o se mostrou capaz de reverter o cen\u00e1rio negativo da atualidade, visto que a maioria dos empres\u00e1rios que solicitou o recurso teve o pedido negado. Al\u00e9m disso, outras medidas de igual objetivo tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram for\u00e7as para tornar o horizonte empresarial menos negativo, como as a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia e tributa\u00e7\u00e3o. A \u00fanica medida que teve um n\u00edvel de ades\u00e3o significativo e serviu para reduzir o peso das despesas, foram as voltadas a quest\u00e3o do emprego, com o governo assumindo parte dos custos salariais das pessoas que tiveram suspens\u00e3o do contrato e redu\u00e7\u00e3o de carga hor\u00e1ria.<\/p>\n<p>J\u00e1 o indicador mensal, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, inicia uma sequ\u00eancia de recuos consecutivos, com queda de 27,2%, em abril, mostrando acelera\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos ante os -5,4% de mar\u00e7o, criando um per\u00edodo de piora diante do quadro j\u00e1 cr\u00edtico em que passa o setor nos \u00faltimos anos, onde o desempenho oscila entre per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o e deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos tipos de servi\u00e7os, o destaque negativo mais uma vez se encontra no desempenho dos \u201cServi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias\u201d, duramente afetado pelo quadro de consumo lento e em n\u00edvel extremamente baixo, devido ao endividamento elevado, desemprego em crescimento e confian\u00e7a ligada ao consumo cada vez menor. A varia\u00e7\u00e3o para este tipo de servi\u00e7o foi de -74,9%, em abril, valor que pode ser ainda maior no m\u00eas seguinte devido \u00e0 piora nestas vari\u00e1veis citadas inicialmente.<\/p>\n<p>O segundo maior recuo ficou com os \u201cTransportes, servi\u00e7os auxiliares aos transportes e correios\u201d devido \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o dos setores produtivos, como o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria, menor dinamismo em termos de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma queda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda pelos transportes das fam\u00edlias. Este \u00faltimo refletiu quedas imensas no setor de viagens a\u00e9reas com alto percentual de cancelamento de voos.<\/p>\n<p>Os \u201cServi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares\u201d, que possuem como principais demandantes os demais setores, como Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, apresentaram queda de 15,7%, refletindo assim uma piora nas expectativas do empresariado destes setores, demandando um volume bem menor dos investimentos ligados aos servi\u00e7os.\u00a0\u00c9 importante destacar que esse tipo de servi\u00e7o engloba os t\u00e9cnico-especializados, que s\u00e3o mais caros por apresentar uma produtividade maior, al\u00e9m disso alguns tipos podem ser feitos de maneira remota, o que explica um recuo em menor propor\u00e7\u00e3o que os dois primeiros.<\/p>\n<p>A queda menos intensa foi verificada nos \u201cServi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o\u201d, visto que este tipo de servi\u00e7o apresentou uma resist\u00eancia maior em rela\u00e7\u00e3o a cortes, pois, atualmente, grande parte das empresas precisa criar um canal de comunica\u00e7\u00e3o com seus parceiros, criando assim uma necessidade maior e evitando cortes mais intensos. Outro ponto \u00e9 que este servi\u00e7o tamb\u00e9m vem sendo usado de maneira mais forte pelo setor p\u00fablico, visando uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es adotadas para a luta contra a Covid-19 no estado de Pernambuco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim, o setor de turismo em Pernambuco continua sendo fortemente castigado. As atividades tur\u00edsticas ca\u00edram 61,7% no indicador m\u00eas, o que reflete uma continuidade da demanda retra\u00edda para o turismo no Estado dos consumidores nacionais e internacionais, principalmente porque o estado apresenta altos n\u00fameros de infectados e acaba incentivando ainda mais os processos de cancelamento.<\/p>\n<p>No comparativo mensal, o setor mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa de 74,9%, resultado mais deteriorado que o nacional (-67,9%). O turismo vem sendo uma das atividades que mais sofrem com o cen\u00e1rio de pandemia, o que se cria uma paralisa\u00e7\u00e3o em praticamente toda a cadeia produtiva. Atualmente, o volume das atividades tur\u00edstica acumula -6,5% em 12 meses e -25,01% no ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (rafael.ramos@fecomercio-pe.com) Segundo o IBGE, atrav\u00e9s da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (PMS), o volume de servi\u00e7os pernambucano mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa no indicador m\u00eas, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, caindo 20,56% em abril. 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