{"id":7185,"date":"2020-05-21T11:23:53","date_gmt":"2020-05-21T14:23:53","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=7185"},"modified":"2020-05-21T11:23:53","modified_gmt":"2020-05-21T14:23:53","slug":"percentual-de-endividados-em-maio-e-o-maior-para-o-mes-desde-2014","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/percentual-de-endividados-em-maio-e-o-maior-para-o-mes-desde-2014\/","title":{"rendered":"Percentual de endividados em maio \u00e9 o maior para o m\u00eas desde 2014"},"content":{"rendered":"<p>A Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (PEIC) pernambucano voltou a mostrar movimento na dire\u00e7\u00e3o inversa do nacional, com percentual de endividados em maio (74,0%) subindo em rela\u00e7\u00e3o a abril (71,1%). Esta \u00e9 a maior taxa de endividados para os meses de maio desde 2014, quando o n\u00famero foi de 78,0%.<\/p>\n<p>H\u00e1 de se destacar a diferen\u00e7a entre os per\u00edodos de 2014 e 2020, visto que o primeiro foi o ano pr\u00e9-recess\u00e3o, com o PIB j\u00e1 apresentando desacelera\u00e7\u00e3o e ritmo menor de gera\u00e7\u00e3o de vagas, por\u00e9m ainda n\u00e3o se tinha clareza do que viria pela frente em termos de queda na produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, 2014 foi um ano eleitoral onde existe maior incentivo ao consumo e investimento, criando assim um ambiente mais prop\u00edcio ao aumento do n\u00famero de endividados, o que torna o endividamento de seis anos atr\u00e1s menos cr\u00edtico do que atualmente, pois a popula\u00e7\u00e3o ainda apresentava condi\u00e7\u00f5es menos restritivas de renda.<\/p>\n<p>J\u00e1 o endividamento atual \u00e9 puxado pela paralisa\u00e7\u00e3o do setor produtivo e alta do desemprego, principalmente para a popula\u00e7\u00e3o informal, que n\u00e3o possui direitos que podem cobrir parte da queda da renda que est\u00e3o vivendo. O consumo vem sendo concentrado em itens essenciais devido ao in\u00edcio das restri\u00e7\u00f5es adotadas pelo Governo para conter a velocidade da epidemia da Covid-19.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que parte destes itens apresenta varia\u00e7\u00e3o positiva na infla\u00e7\u00e3o, em especial alimentos, e obriga as fam\u00edlias a recorrer ao cr\u00e9dito para manter as compras. Vale lembrar tamb\u00e9m que a alta j\u00e1 era esperada, visto que o consumo das fam\u00edlias foi antecipado em mar\u00e7o, teve ritmo lento em abril e muito provavelmente retornaria em maio para o reabastecimento dos itens devido \u00e0 continuidade da quarentena e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de restri\u00e7\u00e3o no deslocamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 de conhecimento de todos que os transtornos causados pela infec\u00e7\u00e3o do novo Coronav\u00edrus (Covid-19) na sa\u00fade e na economia de todo o pa\u00eds contribuem para jogar em uma grave recess\u00e3o o setor produtivo pernambucano e, em especial, o setor do com\u00e9rcio de bens, servi\u00e7os e turismo, visto que o consumo das fam\u00edlias, al\u00e9m de se retrair devido ao comportamento mais conservador com o momento cr\u00edtico, \u00e9 restringido tamb\u00e9m devido ao fechamento de grande parte dos centros comerciais e das medidas de restri\u00e7\u00e3o de deslocamento.<\/p>\n<p>O momento \u00e9 muito dif\u00edcil e tem o poder de elevar o percentual de dados sociais cr\u00edticos, como o n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza, visto que a maioria destas fam\u00edlias sobrevivem na informalidade e, com a restri\u00e7\u00e3o de isolamento, grande parte dos servi\u00e7os e do com\u00e9rcio foi obrigada a fechar, criando assim um ambiente danoso para a obten\u00e7\u00e3o de renda por parte destas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Para piorar o aux\u00edlio emergencial criado pelo governo federal apresenta processo demorado para a disponibiliza\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, al\u00e9m disso, a necessidade de inscri\u00e7\u00e3o via internet \u00e9 um impeditivo para aquela parte da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 vulner\u00e1vel e n\u00e3o possui conhecimento necess\u00e1rio \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o, t\u00e3o pouco possuem equipamentos para se instruir, como TV, r\u00e1dio ou at\u00e9 mesmo smartphones.<\/p>\n<p>Desta forma, a popula\u00e7\u00e3o que se encontra sem renda e at\u00e9 mesmo aquelas que ainda possuem trabalho iniciam um maior consumo atrav\u00e9s do cr\u00e9dito. A primeira porqu\u00ea de fato n\u00e3o possui renda para consumir \u00e0 vista e a segunda para criar uma reserva para momentos que precisem de maior liquidez, como gastos m\u00e9dicos em caso de contamina\u00e7\u00e3o da Covid-19 ou at\u00e9 mesmo por outras complica\u00e7\u00f5es. \u00c9 prov\u00e1vel que, a partir de maio, o endividamento engate uma curva de alta, encerrando meses ap\u00f3s o fim do isolamento e a melhora do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em n\u00fameros, o percentual de 74,0% equivale a 380.205 fam\u00edlias endividadas, alta de 15.316 lares em um m\u00eas, j\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019 houve uma alta de 20.280 fam\u00edlias. As fam\u00edlias que possuem contas em atraso atingiram os 31,1%, alta em rela\u00e7\u00e3o a abril e quando comparado a maio do ano anterior, que registraram percentual de 30,3% e 30,4%, respectivamente.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que estas fam\u00edlias j\u00e1 apresentavam maior dificuldade no pagamento de suas d\u00edvidas, com or\u00e7amento mais apertado, aumentando as dificuldades de honrar todos os pagamentos em um per\u00edodo de maior restri\u00e7\u00e3o devido \u00e0 epidemia da Covid-19. Atualmente, no estado, 159.833 fam\u00edlias est\u00e3o com alguma conta em atraso.<\/p>\n<p>J\u00e1 a parcela da popula\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica, que \u00e9 aquela que informa n\u00e3o ter mais condi\u00e7\u00f5es de pagar as suas d\u00edvidas, mostrou percentual de 15,8%, o que corresponde a 81.365 mil fam\u00edlias inadimplentes. Este grupo apresentou alta significativa de fam\u00edlias nesta situa\u00e7\u00e3o, com acr\u00e9scimo mensal e anual de 9.741 e 18.606 lares, respectivamente.<\/p>\n<p>Quando se analisa o resultado por tipo de d\u00edvida, verifica-se que o tipo mais apontado continua sendo o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, atingindo 91,3%, seguido pelo endividamento com carn\u00eas, que representa 15,5%.\u00a0 A maioria das fam\u00edlias endividadas informa tamb\u00e9m que as d\u00edvidas comprometem entre 11% e 50% da renda, valor considerado preocupante, visto que, ap\u00f3s o pagamento das despesas correntes, grande parte das fam\u00edlias pode n\u00e3o apresentar recursos para investir, limitando a capacidade do crescimento familiar.<\/p>\n<p>Para o m\u00eas de junho, espera-se uma continuidade da eleva\u00e7\u00e3o no endividamento das fam\u00edlias, isto porque as demiss\u00f5es, paralisa\u00e7\u00f5es dos setores e o ritmo baixo de contrata\u00e7\u00e3o j\u00e1 criaram uma restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria cr\u00edtica, levando as fam\u00edlias a continuar utilizando o cr\u00e9dito para manter o consumo de bens essenciais neste momento de quarentena. Al\u00e9m disso, o m\u00eas de junho possui datas importantes como Dia dos Namorados e S\u00e3o Jo\u00e3o, que, mesmo n\u00e3o apresentando comemora\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de anos anteriores, tende a apresentar um consumo mais elevado das fam\u00edlias em quarentena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (PEIC) pernambucano voltou a mostrar movimento na dire\u00e7\u00e3o inversa do nacional, com percentual de endividados em maio (74,0%) subindo em rela\u00e7\u00e3o a abril (71,1%). Esta \u00e9 a maior taxa de endividados para os meses de maio desde 2014, quando o n\u00famero foi de 78,0%. 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