{"id":6495,"date":"2019-08-08T13:40:09","date_gmt":"2019-08-08T16:40:09","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=6495"},"modified":"2019-08-08T13:40:09","modified_gmt":"2019-08-08T16:40:09","slug":"ipca-da-rmr-apresenta-alta-de-019-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/ipca-da-rmr-apresenta-alta-de-019-em-julho\/","title":{"rendered":"IPCA da RMR apresenta alta de 0,19% em julho"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, quebra, em julho, o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o iniciado em mar\u00e7o de 2019. A taxa mostrou alta de 0,19%, mas ainda reflete um cen\u00e1rio inflacionado controlado. \u00c9 o segundo menor valor para o ano, atr\u00e1s apenas da varia\u00e7\u00e3o negativa de junho. Vale destacar tamb\u00e9m que o valor \u00e9 superior ao mesmo m\u00eas do ano anterior, por\u00e9m, em 2018, o cen\u00e1rio era outro, o mercado registrava alta oferta de produtos devido \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o das entregas ap\u00f3s o fim da greve dos caminhoneiros, o que puxou a infla\u00e7\u00e3o muito para baixo.<\/p>\n<p>Este ano, al\u00e9m das chuvas que v\u00eam conseguindo segurar o reajuste de alguns itens de pre\u00e7os livres, que s\u00e3o aqueles que refletem a din\u00e2mica de oferta e demanda dos produtos, visto que o inverno mais rigoroso retira parte das pessoas dos grandes centros comerciais, n\u00e3o houve nenhum tipo de acontecimento com for\u00e7a significativa que pudesse impactar a din\u00e2mica dos pre\u00e7os como no ano anterior, que, al\u00e9m da greve, teve Copa do Mundo e in\u00edcio da corrida eleitoral para governador e presidente.<\/p>\n<p>Outras vari\u00e1veis continuam atuando para que o movimento inflacion\u00e1rio apresente estas pequenas varia\u00e7\u00f5es, como o mercado de trabalho que ainda mant\u00e9m a demanda desaquecida devido ao alto n\u00edvel de desempregados no estado, al\u00e9m do endividamento que tamb\u00e9m limita o n\u00edvel de consumo atrav\u00e9s de uma maior restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e muitas vezes impedindo o acesso \u00e0 cr\u00e9dito devido a restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nem mesmo a pol\u00edtica de queda da taxa b\u00e1sica de juros iniciada pelo Banco Central, em novembro de 2016, vem sendo capaz de incentivar um maior n\u00edvel de consumo. Os juros, que estavam em 14,25%, em outubro de 2016, ca\u00edram para 6,0% em agosto de 2019, uma redu\u00e7\u00e3o de mais de 50% em tr\u00eas anos, por\u00e9m n\u00e3o existe um reflexo imediato nas fam\u00edlias, o que abre espa\u00e7o para mais quedas da Selic na tentativa de retirar o comportamento conservador das fam\u00edlias, gerando assim uma maior press\u00e3o inflacion\u00e1ria, mas que n\u00e3o supere a meta de 4,5%.<\/p>\n<p>O resultado de julho de 2019 est\u00e1 concentrado em praticamente um grupo, o de\u00a0 \u201cHabita\u00e7\u00e3o\u201d, que variou 1,37% ante queda de -1,10% do m\u00eas anterior. O resultado puxou o \u00edndice geral para cima, visto que contribuiu com 0.20 pontos percentuais para a composi\u00e7\u00e3o da taxa de julho. O item que mais contribuiu foi o de energia el\u00e9trica residencial, com alta de 5,64%, seguido por taxa de \u00e1gua e esgoto, que variou 3,67%. Nota-se que a press\u00e3o est\u00e1 concentrada em itens com pre\u00e7os monitorados, aqueles ligados a servi\u00e7os p\u00fablicos e que geralmente seguem regras para o reajuste. A segunda maior contribui\u00e7\u00e3o ficou com \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, que apresentou alta de 0,30% e acrescentou 0.08 p.p. \u00e0 soma geral, o grupo foi puxado pela grande varia\u00e7\u00e3o de itens de consumo di\u00e1rio, como a cebola e o alho, que tiveram reajustes m\u00e9dios de 35,38% e 13,17%.<\/p>\n<p>Na outra ponta, o grupo de \u201cTransportes\u201d, somado \u00e0 fraca varia\u00e7\u00e3o dos demais grupos, conseguiu segurar a infla\u00e7\u00e3o da RMR em um valor ainda baixo. Os itens gasolina e etanol registraram quedas mensais de -3,82% e -2,90%, respectivamente, o que puxou o resultado geral do grupo para -0,62% em julho. Vale destacar que a press\u00e3o nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas continua, o movimento \u00e9 influenciado ainda por um mercado concentrado, que piorou ap\u00f3s a sa\u00edda da Avianca, e pela sazonalidade do m\u00eas de julho, que tem a tradi\u00e7\u00e3o de viagens pelo per\u00edodo de recesso.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, janeiro a julho, a taxa em 2019 alcan\u00e7ou os 2,74%, mostrando um maior alinhamento com os mesmos per\u00edodos dos anos anteriores, quando o IPCA da RMR acumulava pr\u00f3ximo de 2,5%. \u00c9 importante destacar que os grupos que mais contribu\u00edram para este resultado foram \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, \u201cSa\u00fade e cuidados pessoais\u201d e \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d. Em 12 meses, o \u00edndice mostrou uma pequena acelera\u00e7\u00e3o, saindo de 2,83% para 3,10%.<\/p>\n<p>Os cinco produtos com maior varia\u00e7\u00e3o positiva, em julho de 2019, para a RMR foram cebola (35,38%), passagem a\u00e9rea (17,66%), alho (13,17%), inhame (10,44%) e laranja-pera (8,70%). Na outra ponta, os produtos que tiveram o pre\u00e7o apresentando as menores varia\u00e7\u00f5es foram tomate (-14,87%), artigos de maquiagem (-12,96%), feij\u00e3o-carioca (-10,11%), banana-terra (-9,47%) e alface (-6,03%).<\/p>\n<p>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 01 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande e de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias: \u00cdNDICE DE PRE\u00c7OS AO CONSUMIDOR AMPLO &#8211; IPCA &#8211; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica IBGE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, quebra, em julho, o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o iniciado em mar\u00e7o de 2019. 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