{"id":6435,"date":"2019-07-15T10:38:11","date_gmt":"2019-07-15T13:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=6435"},"modified":"2019-07-15T10:38:11","modified_gmt":"2019-07-15T13:38:11","slug":"ipca-da-rmr-desacelera-e-varia-008-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/ipca-da-rmr-desacelera-e-varia-008-em-junho\/","title":{"rendered":"IPCA da RMR desacelera e varia -0,08% em junho"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (<a href=\"mailto:rafael.ramos@fecomercio-pe.com\">rafael.ramos@fecomercio-pe.com<\/a>)<\/em><\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, continua com o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o em junho. Desta vez, o recuo foi ainda mais forte, atingindo os -0,08% ante os 0,33% do m\u00eas anterior. \u00c9 importante frisar que a menor press\u00e3o no indicador em junho vem sendo uma caracter\u00edstica nos \u00faltimos anos, visto que, em 2017, a taxa tamb\u00e9m apresentou valor negativo (-0,09%), o que, provavelmente, n\u00e3o ocorreu em 2018 (1,47%) devido \u00e0 greve dos caminhoneiros, que acabou gerando uma verdadeira crise de abastecimento dos produtos e puxou a infla\u00e7\u00e3o para valores bem destoantes dos comportamentos dos resultados anteriores.<\/p>\n<p>Vari\u00e1veis importantes atuam em conjunto para a manuten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o em valores ainda considerados baixos. A principal delas ainda \u00e9 a elevada taxa de desemprego, que no Estado de Pernambuco atinge mais de 600 mil pessoas, al\u00e9m disso o n\u00famero de pessoas subutilizadas e desalentadas \u00e9 grande, aumentando o n\u00famero de pessoas sem renda, o que, consequentemente, desaquece a demanda e segura os reajustes dos pre\u00e7os. Outro ponto importante \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o cambial, onde o andamento da Reforma da Previd\u00eancia somado a um ambiente externo menos incerto tamb\u00e9m contribui para segurar o valor de itens importados e que fazem parte da confec\u00e7\u00e3o de produtos de consumo di\u00e1rio, como o caso do trigo. Desta forma, a atual conjuntura econ\u00f4mica, ainda de lenta recupera\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dos fatores mais dominantes para que a taxa de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresente press\u00f5es significativas.<\/p>\n<p>Vale lembrar tamb\u00e9m que o m\u00eas de junho em 2019 foi impactado pelas fortes chuvas ocorridas em cinco dias da primeira quinzena do m\u00eas, o que acabou contribuindo tamb\u00e9m para segurar o consumo das fam\u00edlias e consequentemente parte do tradicional aumento de pre\u00e7os sazonais na \u00e9poca, que ocorrem devido \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do Dia dos Namorados e dos Festejos Juninos. Nos anos anteriores, a exemplo de 2015 e 2016, as chuvas ocorreram nos dias 30 e 31 de maio, respectivamente, o que ainda acabou segurando o consumo no in\u00edcio de junho.<\/p>\n<p>O resultado de junho de 2019 est\u00e1 concentrado em praticamente um grupo, o de \u201cHabita\u00e7\u00e3o\u201d, que variou -1,10% ante 1,57% do m\u00eas anterior. O resultado atual puxou o \u00edndice geral para baixo, visto que contribuiu com -0.16 pontos percentuais para a composi\u00e7\u00e3o da taxa de junho. Diferente do m\u00eas anterior, onde o que mais apresentou press\u00e3o no grupo foi a energia el\u00e9trica residencial, neste m\u00eas foi o custo da energia que apresentou a menor varia\u00e7\u00e3o, recuando -7,17% e criando uma defla\u00e7\u00e3o no grupo. A segunda melhor contribui\u00e7\u00e3o para que a taxa ca\u00edsse ficou com \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d, com queda de -0,69% ante 0,42% de maio.<\/p>\n<p>Os principais impactos vieram da redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos aparelhos eletroeletr\u00f4nicos e dos m\u00f3veis. Outros tr\u00eas grupos, \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, \u201cDespesas pessoais\u201d e \u201cComunica\u00e7\u00e3o\u201d, tamb\u00e9m apresentaram defla\u00e7\u00e3o mensal, mas de maneira modesta, contribuindo cada um com -0.1 p.p. para a forma\u00e7\u00e3o geral da taxa. Na outra ponta, e com varia\u00e7\u00e3o positiva significativa, ficou \u201cSa\u00fade e cuidados pessoais\u201d, que mostrou alta de 0,88%, contribuindo com 0.12 p.p. em junho. Uma grande quantidade de itens, como os produtos farmac\u00eauticos e os de servi\u00e7os de sa\u00fade, de maneira geral, tiveram reajustes que puxaram o resultado para cima.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, janeiro a junho, a taxa em 2019 alcan\u00e7ou os 2,54%, mostrando queda em rela\u00e7\u00e3o ao acumulado dos \u00faltimos cinco meses, quando o IPCA da RMR acumulava 2,63%. \u00c9 importante destacar que os grupos que mais contribu\u00edram para este resultado foram \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, \u201cSa\u00fade e cuidados pessoais\u201d e \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d. Em 12 meses, o \u00edndice mostrou uma desacelera\u00e7\u00e3o, saindo de 4,42% para 2,83%, deixando o IPCA da RMR novamente abaixo do piso da meta da infla\u00e7\u00e3o, atualmente em 30,%.<\/p>\n<p>Os cinco produtos com maior varia\u00e7\u00e3o positiva em junho de 2019 para a RMR foram cebola (12,53%), passagem a\u00e9rea (11,65%), leite longa vida (9,06%), abacaxi (7,45) e banana-da-terra (6,46%). Na outra ponta, os produtos que tiveram o pre\u00e7o apresentando varia\u00e7\u00e3o negativa foram o feij\u00e3o-carioca (-12,29%), feij\u00e3o-mulatinho (-11,63%), tomate (-11,03%), laranja-pera (-10,36%) e o coentro (-9,07%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 01 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande e de Bras\u00edlia.<\/em><\/p>\n<p><em>Refer\u00eancias: \u00cdNDICE DE PRE\u00c7OS AO CONSUMIDOR AMPLO &#8211; IPCA &#8211; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica &#8211; IBGE.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (rafael.ramos@fecomercio-pe.com) A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, continua com o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o em junho. 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