{"id":6166,"date":"2019-03-14T15:47:21","date_gmt":"2019-03-14T18:47:21","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=6166"},"modified":"2019-03-14T15:49:38","modified_gmt":"2019-03-14T18:49:38","slug":"varejo-pernambucano-inicia-2019-com-recuo-nas-vendas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/varejo-pernambucano-inicia-2019-com-recuo-nas-vendas\/","title":{"rendered":"Varejo pernambucano inicia 2019 com recuo nas vendas"},"content":{"rendered":"<p>Segundo a Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) do IBGE, o volume das vendas do varejo pernambucano recuou pelo segundo m\u00eas consecutivo em janeiro. A taxa mostrou varia\u00e7\u00e3o negativa de -2,7% no indicador m\u00eas, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, uma melhora em rela\u00e7\u00e3o ao tombo de dezembro (-4,3%), mas registra o pior desempenho para o in\u00edcio do ano desde 2005, quando a queda foi de -4,2%. O cen\u00e1rio para o setor pernambucano vem se mostrando mais cr\u00edtico do que a m\u00e9dia nacional, j\u00e1 que as vendas brasileiras ca\u00edram de maneira mais leve em dezembro e conseguiram ficar positivas em janeiro (0,4%).<\/p>\n<p>Lembrando que um dos principais motores do consumo vem da confian\u00e7a das fam\u00edlias, que cresce de maneira bem mais r\u00e1pida quando o mercado de trabalho mostra-se favor\u00e1vel, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do Estado de Pernambuco, que, apesar de apresentar melhora na taxa de desemprego e voltar a encerrar um ano com saldo positivo, ainda possui grande parcela da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, seja desempregado, na informalidade, em desalento ou gerenciando neg\u00f3cios por conta pr\u00f3pria criados pela necessidade de se ter uma renda mais r\u00e1pida.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar tamb\u00e9m\u00a0 que o primeiro m\u00eas do ano, tradicionalmente, aumenta a restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria das fam\u00edlias, isto porque existe uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es a cumprir, como os pagamentos de faturas mais elevadas devido ao consumo do final de ano, compra de material escolar e pagamentos de impostos. Al\u00e9m disso, outros fatores contribuem para um come\u00e7o mais dif\u00edcil, como a quest\u00e3o do fim dos contratos de empregos tempor\u00e1rios e reestrutura\u00e7\u00e3o de equipes aumentando o desemprego, e por fim o m\u00eas de f\u00e9rias, que incentivam a manuten\u00e7\u00e3o do consumo em servi\u00e7os ligados ao lazer. Nem mesmo as promo\u00e7\u00f5es voltados a renova\u00e7\u00e3o dos estoques de alguns segmentos no novo ciclo conseguiram amenizar a queda nas vendas em janeiro.<\/p>\n<p>Nem mesmo o varejo ampliado pernambucano, setor que agrega todos os \u00edndices do varejo mais as atividades de &#8220;ve\u00edculos, motocicletas, partes e pe\u00e7as&#8221; e &#8220;material de constru\u00e7\u00e3o&#8221;, conseguiu resistir ao movimento de menor consumo da popula\u00e7\u00e3o no Estado. As vendas no indicador m\u00eas ca\u00edram -0,2% em Pernambuco, enquanto que para o Brasil o setor cresceu 1,0%. No indicador mensal e no acumulado do ano, o ampliado tamb\u00e9m mostrou queda de -0,8%, apenas o acumulado em 12 meses ainda se encontra positivo, com 1,3%, mas vem apresentando desacelera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>No indicador mensal, m\u00eas atual em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, o varejo pernambucano mostrou queda mais acentuada que em dezembro (-0,3%), recuando -3,4%. O in\u00edcio de 2018 tinha expectativas bem mais positivas que em 2019, influenciando a confian\u00e7a das fam\u00edlias e no n\u00edvel de consumo, j\u00e1 que se esperar um crescimento do PIB pr\u00f3ximo a 3,0%, al\u00e9m de uma economia bem mais forte do que nos 3 anos anteriores, por\u00e9m o crescimento se igualou a 2017, al\u00e9m do per\u00edodo apresentar fatores que impactaram o desempenho da economia de maneira negativa.<\/p>\n<p>Apenas o segmento de \u201cartigos farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, ortop\u00e9dicos, de perfumaria e cosm\u00e9ticos\u201d ficou positivo, crescendo 1,6% ante o mesmo per\u00edodo de 2018. Os demais apresentaram recuo, com destaque para o setor de papelaria, apontando um menor volume de material escolar comprado pelas fam\u00edlias de Pernambuco, e o segmento inform\u00e1tica, que pode estar recebendo impactos da mudan\u00e7a de h\u00e1bito de consumo da popula\u00e7\u00e3o, que acabou trocando as promo\u00e7\u00f5es de janeiro pelas de novembro. Dentro do varejo ampliado, as vendas do segmento de &#8220;ve\u00edculos, motocicletas, partes e pe\u00e7as&#8221; continuam positivas, refletindo que a popula\u00e7\u00e3o de maior renda continua com acesso a cr\u00e9dito, al\u00e9m de apresentar um comportamento menos conservador que nos anos de crise, adquirindo bens dur\u00e1veis em maior propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No indicador que acompanha o desempenho das vendas em 12 meses, o varejo acumula queda de -1,2%, valor bem abaixo do resultado nacional (2,2%) e do que foi verificado no Estado em janeiro de 2018 (5,1%). Os resultados reais do varejo restrito e do ampliado vieram bem mais deteriorados que as expectativas para o in\u00edcio do ano, que se encontravam em torno de -0,7% e 1,5%, respectivamente. Apesar do resultado com vi\u00e9s negativo em janeiro, ainda se espera uma recupera\u00e7\u00e3o das vendas ao decorrer de 2019 e que o ano encerre com um resultado superior a 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Refer\u00eancia: Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC). Janeiro\/2019.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) do IBGE, o volume das vendas do varejo pernambucano recuou pelo segundo m\u00eas consecutivo em janeiro. 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