{"id":6160,"date":"2019-03-13T17:41:45","date_gmt":"2019-03-13T20:41:45","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=6160"},"modified":"2019-03-13T17:41:45","modified_gmt":"2019-03-13T20:41:45","slug":"ipca-da-rmr-acelera-e-varia-059-em-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/ipca-da-rmr-acelera-e-varia-059-em-fevereiro\/","title":{"rendered":"IPCA da RMR acelera e varia 0,59% em fevereiro"},"content":{"rendered":"<p>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (rafael.ramos@fecomercio-pe.com)<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, voltou a acelerar, no segundo m\u00eas do ano, e desta vez de maneira mais forte. A taxa saiu de 0,27% em janeiro para 0,59% em fevereiro, o valor tamb\u00e9m supera os resultados de fevereiro dos \u00faltimos dois anos, o que reflete uma din\u00e2mica de maiores reajustes nos pre\u00e7os dos itens para a regi\u00e3o. A varia\u00e7\u00e3o positiva \u00e9 um resultado das corre\u00e7\u00f5es de grande parte dos servi\u00e7os educacionais aliado a um choque na oferta de alguns alimentos.<\/p>\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 que o mercado de trabalho pernambucano ainda n\u00e3o se recuperou a ponto de mostrar press\u00e3o inflacion\u00e1ria via demanda, j\u00e1 que a taxa de desemprego ainda se encontra elevada, o que consegue amenizar as altas dos pre\u00e7os do lado da oferta. Vale destacar tamb\u00e9m que as expectativas do \u201cmercado\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o ainda sugerem um ano tranquilo, pois a proje\u00e7\u00e3o no Relat\u00f3rio Focus permanece com uma infla\u00e7\u00e3o abaixo da meta de 4,05% ao ano.<\/p>\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 que, no pr\u00f3ximo m\u00eas, o \u00edndice da RMR ir\u00e1 incorporar a alta das passagens de \u00f4nibus urbano, que apresentaram reajuste aproximado de 7,0%, o que causar\u00e1 uma press\u00e3o no grupo transporte e j\u00e1 trar\u00e1 uma perspectiva de manuten\u00e7\u00e3o da press\u00e3o verificada nos dois primeiros meses.<\/p>\n<p>O grupo que mais pressionou o \u00edndice, em fevereiro, apesar da desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, foi novamente o de \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas\u201d, com alta de 1,01%, ante alta de 1,77% no m\u00eas anterior. Os itens com os maiores reajustes foram o feij\u00e3o-mulatinho (20,8%), feij\u00e3o-carioca (54,0%), o coentro (19,4%) e a batata-inglesa (20,3%). Os itens s\u00e3o de natureza de pre\u00e7o livre, ou seja, respondem \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de oferta e demanda, e est\u00e3o refletindo choques de oferta, geralmente ocasionados por quest\u00f5es clim\u00e1ticas que acabam comprometendo a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda maior contribui\u00e7\u00e3o para a taxa geral da infla\u00e7\u00e3o na RMR ficou com o grupo \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, que tem a quest\u00e3o sazonal do in\u00edcio do ano, justamente porque \u00e9 o per\u00edodo onde os reajustes s\u00e3o feitos nos valores das mensalidades e matr\u00edculas, utilizando-se da infla\u00e7\u00e3o dos 12 meses de 2018, que \u00e9 divulgada em janeiro. Na outra ponta, os grupos que mostraram varia\u00e7\u00e3o negativa e contribu\u00edram para que a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse ainda mais alta foram \u201cHabita\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cArtigos de Resid\u00eancia\u201d, \u201cTransportes\u201d e \u201cDespesas pessoais\u201d. De maneira geral, os itens destes quatro grupos mostraram reajustes de pre\u00e7o para baixo, amenizando a alta dos pre\u00e7os nos dois grupos anteriores, como as varia\u00e7\u00f5es negativas no pre\u00e7o do botij\u00e3o de g\u00e1s, dos m\u00f3veis, da gasolina e dos servi\u00e7os de est\u00e9tica.<\/p>\n<p>No indicador que acompanha a varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os em 12 meses, verifica-se a terceira eleva\u00e7\u00e3o consecutiva, saindo de 2,8% em dezembro de 2018 para 3,4% em fevereiro de 2019. A infla\u00e7\u00e3o da RMR ainda se encontra abaixo da brasileira, mas vem acelerando de maneira bem mais r\u00e1pida, podendo, nos pr\u00f3ximos meses, superar a m\u00e9dia nacional em caso de continuidade de reajustes mais agressivos dos pre\u00e7os na regi\u00e3o. O in\u00edcio de 2019 j\u00e1 acumula infla\u00e7\u00e3o de 0,86%, bem superior aos anos de 2017 e 2016, que acumulavam altas de 0,30% e 0,57%, respectivamente, acendendo uma luz amarela para o comportamento dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Os cinco produtos com as menores varia\u00e7\u00f5es, em fevereiro de 2019, para a RMR foram a passagem a\u00e9rea (-13,71%), o peixe-castanha (-6,92%), o frango-inteiro (-6,68%), o contrafil\u00e9 (-5,86%) e a uva (-4,69%). Na outra ponta, os produtos que tiveram os pre\u00e7os apresentando varia\u00e7\u00e3o positiva acentuada foram o feij\u00e3o-carioca (54,05%), a banana-prata (21,97%), o feij\u00e3o-mulatinho(20,81%), a batata-inglesa (20,34%) e o coentro (19,42%).<\/p>\n<p>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 01 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande e de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Refer\u00eancias: GER\u00caNCIA DE INVESTIMENTOS\/BANCO CENTRAL DO BRASIL. Focus \u2013 Relat\u00f3rio de Mercado <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafael Ramos, economista da Fecom\u00e9rcio-PE (rafael.ramos@fecomercio-pe.com) A infla\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), medida atrav\u00e9s do IPCA pelo IBGE, voltou a acelerar, no segundo m\u00eas do ano, e desta vez de maneira mais forte. 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