{"id":4516,"date":"2017-10-11T15:29:44","date_gmt":"2017-10-11T15:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=4516"},"modified":"2017-10-11T15:29:44","modified_gmt":"2017-10-11T15:29:44","slug":"mesmo-na-crise-livre-se-das-dividas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/mesmo-na-crise-livre-se-das-dividas\/","title":{"rendered":"Mesmo na crise, livre-se das d\u00edvidas"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Mariana Mesquita<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\nDiante da retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, \u00e9 preciso fugir dos juros altos e buscar alternativas<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade dizer que os \u00edndices de endividamento e de inadimpl\u00eancia s\u00e3o preocupantes no pa\u00eds. Os dados de julho da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (PEIC) refletem uma situa\u00e7\u00e3o complicada, em que 43,7% das fam\u00edlias com renda de at\u00e9 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, consideram-se \u201cmuito\u201d ou \u201cmais ou menos\u201d endividadas, tendo seus rendimentos comprometidos com d\u00edvidas como cheques pr\u00e9-datados, cart\u00f5es de cr\u00e9dito (apontado por 93,5% das fam\u00edlias), carn\u00eas de lojas, empr\u00e9stimo pessoal e presta\u00e7\u00f5es de carro e seguros. Por\u00e9m, como frisa a economista-chefe do SPC Brasil (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito), Marcela Kawauti, \u201cuma pessoa endividada n\u00e3o \u00e9 obrigatoriamente inadimplente. O problema acontece quando a renda familiar fica muito comprometida ou quando se torna imposs\u00edvel pagar as parcelas estabelecidas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Embora um estudo do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponte que 76% dos consumidores consideram que a vida financeira pessoal continuou igual ou pior do que em 2016, alguns ind\u00edcios mostram que tanto o endividamento como a inadimpl\u00eancia t\u00eam melhorado nos \u00faltimos meses. \u201cD\u00e1 para dizer que a situa\u00e7\u00e3o parou de piorar, mas a melhoria efetiva s\u00f3 deve se apresentar a partir de 2018, a depender do andamento das quest\u00f5es eleitorais e de outros fatores\u201d, aponta Marcela.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da PEIC, o percentual de endividados melhorou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Conforme cita Rafael Ramos, economista do Instituto Fecom\u00e9rcio, Pernambuco saiu de 68% de endividados, em junho, para 67,6% em julho de 2017. O dado se mostra ligeiramente melhor que no mesmo per\u00edodo do ano anterior, quando o percentual era de 67,8%.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 era esperado que houvesse uma queda no endividamento do estado em julho, pois o m\u00eas n\u00e3o possui nenhuma festa de grande apelo emotivo. Apesar das f\u00e9rias, em 2017, julho foi impactado negativamente pelos altos \u00edndices de chuvas que ocorreram em Pernambuco, o que acabou segurando parte do consumo potencial\u201d, comenta Rafael, referindo-se ao cen\u00e1rio retratado pela PEIC. Ele destaca que alguns indicadores (como a infla\u00e7\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o de empregos formais, a redu\u00e7\u00e3o dos juros e o cr\u00e9dito menos restrito; al\u00e9m da libera\u00e7\u00e3o do saldo das contas do FGTS inativo) v\u00eam aos poucos recuperando o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o. Por sua vez, Marcela Kawauti cita que uma explica\u00e7\u00e3o para os \u00edndices menores de endividamento est\u00e1 no comportamento dos consumidores, que refreiam suas inten\u00e7\u00f5es de compras diante da inseguran\u00e7a do mercado e na postura dos bancos e do com\u00e9rcio que t\u00eam oferecido menos facilidade de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>T\u00e9cnico em Seguran\u00e7a do Trabalho, Enoch Leite (foto) viu o mercado, para sua profiss\u00e3o, deteriorar-se ao longo dos \u00faltimos anos, com a onda de demiss\u00f5es ocorrida no polo de Suape e a crescente oferta de cursos na \u00e1rea, aumentando a concorr\u00eancia para a fun\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s trabalhar como professor em escolas t\u00e9cnicas e como auxiliar administrativo, desde 2015 ele est\u00e1 desempregado, sobrevivendo como artes\u00e3o e recebendo uma remunera\u00e7\u00e3o flutuante. \u201cEm determinados meses, recebo bem. Em outros, a renda \u00e9 mais baixa. Eu insisto porque \u00e9 um trabalho digno e tinha como proposta ser um complemento. Mas, atualmente, \u00e9 nossa fonte de renda mais certa\u201d, conta ele.<\/p>\n<p>Em 2016, a esposa de Enoch tamb\u00e9m foi demitida e a fam\u00edlia, desde ent\u00e3o, conta com empreitadas incertas para dar conta das d\u00edvidas. Cortaram plano de sa\u00fade e sup\u00e9rfluos, como a TV a cabo e as viagens espor\u00e1dicas. Negociaram as d\u00edvidas com o plano telef\u00f4nico e suspenderam o servi\u00e7o fixo. Por medo\u00a0de n\u00e3o conseguirem honrar com as parcelas, tamb\u00e9m cortaram os cart\u00f5es de cr\u00e9dito. Obtiveram um bom desconto na escola do filho e, por estarem os dois sem renda fixa, conseguiram registro para poder prestar concursos p\u00fablicos de gra\u00e7a e ter abatimento na conta de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u201cA sa\u00edda \u00e9 tentar achar outras formas de ganhar dinheiro e at\u00e9, em alguns casos, se sacrificar e se desfazer de algum bem, porque arcar com os juros altos \u00e9 pior\u201d, alerta Marcela Kawauti. Para ela, \u201ctodos os servi\u00e7os essenciais que correm o risco de ser cortados devem ser prioridade, assim como o pagamento dos cart\u00f5es e cheques especiais, que podem se transformar em d\u00edvidas mais altas\u201d.<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tamb\u00e9m representa uma \u00f3tima alternativa. Para isso, \u00e9 poss\u00edvel se dirigir \u00e0s pr\u00f3prias empresas, contar com aux\u00edlio de defensorias p\u00fablicas e comparecer aos mutir\u00f5es peri\u00f3dicos de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, promovidos por \u00f3rg\u00e3os como o Procon e o Serasa (ocasi\u00f5es em que costumam ser oferecidos descontos substanciais nos juros e parcelamentos diferenciados). Veja abaixo\u00a0algumas dicas dos economistas ouvidos nesta mat\u00e9ria e do portal Serasa Consumidor.<\/p>\n<p><strong>Como fazer negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas?<\/strong><br \/>\n1. Analise o contrato firmado. Verifique se n\u00e3o possui cl\u00e1usulas abusivas ou que j\u00e1 definam as quest\u00f5es de inadimpl\u00eancia.<br \/>\n2. Veja sua situa\u00e7\u00e3o financeira, saiba quanto recebe e quanto gasta, para saber quanto sobra e, a partir da\u00ed, pensar em uma negocia\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3. Defina um valor limite para negociar e n\u00e3o assuma um compromisso com o qual n\u00e3o possa arcar.<br \/>\n4. Se n\u00e3o houver sobras, \u00e9 preciso cortar os sup\u00e9rfluos para n\u00e3o prolongar o transtorno. Busque ideias para gerar renda extra.<br \/>\n5. Pesquise propostas de outras institui\u00e7\u00f5es, migrando a d\u00edvida para outro banco que apresente algo mais realista e tang\u00edvel.<br \/>\n6. N\u00e3o se intimide em negociar. Busque uma negocia\u00e7\u00e3o que aconte\u00e7a pessoalmente, aumentando o poder de barganha.<br \/>\n7. Chegando ao acordo, mantenha todos os contatos e visitas protocolados, registrando tudo que ficou acordado.<\/p>\n<p><strong>Como evitar novas d\u00edvidas?<\/strong><br \/>\n1. Compreenda seu real padr\u00e3o de vida. Gaste baseando-se em quanto ganha e analise quanto precisa poupar para ter uma reserva em caso de imprevistos.<br \/>\n2. O maior vil\u00e3o do endividamento \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o inconsciente do cart\u00e3o do cr\u00e9dito e do cheque especial. Utilize apenas quando houver real necessidade.<br \/>\n3. Enxergue seu or\u00e7amento de m\u00e9dio e de longo prazo. N\u00e3o se torne ref\u00e9m do cheque especial, do rotativo de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e outras fontes com juros estratosf\u00e9ricos. Procure reservar pelo menos 5% da sua renda mensal para imprevistos, mesmo enquanto paga eventuais d\u00edvidas.<br \/>\n4. H\u00e1 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es judiciais favor\u00e1veis a consumidores que tiveram reten\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio depositado em conta superior ao percentual de 30% do rendimento mensal.<br \/>\n5. O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor pro\u00edbe amea\u00e7a, coa\u00e7\u00e3o e qualquer tipo de constrangimento \u00e0 pessoa endividada.<br \/>\n6. Se receber carta de cobran\u00e7a dizendo que est\u00e1 sujeito \u00e0 penhora de bens, lembre-se de que n\u00e3o podem ser penhorados sal\u00e1rio, im\u00f3vel \u00fanico da fam\u00edlia, m\u00f3veis e utilidades dom\u00e9sticas como geladeira e fog\u00e3o e poupan\u00e7a de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos que seja anterior \u00e0 d\u00edvida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mariana Mesquita Diante da retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, \u00e9 preciso fugir dos juros altos e buscar alternativas N\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade dizer que os \u00edndices de endividamento e de inadimpl\u00eancia s\u00e3o preocupantes no pa\u00eds. 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