{"id":4277,"date":"2017-08-09T20:17:47","date_gmt":"2017-08-09T20:17:47","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=4277"},"modified":"2017-08-09T20:17:47","modified_gmt":"2017-08-09T20:17:47","slug":"inovacoes-tecnologicas-precisam-somar-e-nao-causar-desequilibrio-de-mercado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/inovacoes-tecnologicas-precisam-somar-e-nao-causar-desequilibrio-de-mercado\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas precisam somar e n\u00e3o causar desequil\u00edbrio de mercado"},"content":{"rendered":"<p>CNC debate os impactos da economia colaborativa e das plataformas tecnol\u00f3gicas em semin\u00e1rio realizado com a presen\u00e7a de empres\u00e1rios, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva do turismo, no dia 7 de agosto, no Rio de Janeiro<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e as transforma\u00e7\u00f5es sociais trazidas com ela s\u00e3o fen\u00f4menos irrevers\u00edveis para qualquer setor econ\u00f4mico. Para que as empresas do segmento de turismo, como as de transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e ag\u00eancias de viagem, consigam acompanh\u00e1-la de maneira sustent\u00e1vel, \u00e9 preciso que se garanta espa\u00e7o para a inova\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m se promova um ambiente regulat\u00f3rio equilibrado. As conclus\u00f5es s\u00e3o do semin\u00e1rio Impactos da Economia Colaborativa, realizado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), no dia 7 de agosto, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em palestra de abertura do evento, a professora especializada em Redes Digitais pela USP Dora Kaufman foi taxativa no sentido de afirmar que aplicativos j\u00e1 t\u00eam mudado as configura\u00e7\u00f5es do setor hoteleiro at\u00e9 em grandes capitais. \u201cO impacto \u00e9 grande para os hot\u00e9is, j\u00e1 que plataformas como Airbnb n\u00e3o pagam impostos, e tamb\u00e9m para as cidades que sofrem gentrifica\u00e7\u00e3o e passam a ter em sua configura\u00e7\u00e3o \u00e1reas residenciais destinadas ao turismo\u201d, afirmou. Ao falar que, atualmente, cerca de 70% do faturamento do Airbnb \u00e9 proveniente de im\u00f3veis vazios administrados por corretores, a professora defendeu que a plataforma de hospedagem n\u00e3o deve ser considerada como \u201ceconomia compartilhada\u201d. \u201cTanto o Airbnb quanto o Uber j\u00e1 s\u00e3o modelos de neg\u00f3cio, mas qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o deles com a economia colaborativa? Eles contam com avalia\u00e7\u00f5es que constroem ou destroem a reputa\u00e7\u00e3o do produto que vendem\u201d, afirmou Dora.<\/p>\n<p>Com a deixa, o presidente do Cetur\/CNC, Alexandre Sampaio, refor\u00e7ou a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o dessas plataformas. \u201cVolto a repetir que a isonomia de condi\u00e7\u00f5es entre todos do setor de hospedagem \u00e9 o que garante uma concorr\u00eancia equilibrada. Para isso, a regulamenta\u00e7\u00e3o dessas plataformas mencionadas \u00e9 necess\u00e1ria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Tecnologia modifica setor de alimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Representantes do setor de alimenta\u00e7\u00e3o afirmam que, nos restaurantes, a frequ\u00eancia diminuiu e o giro das mesas ficou mais longo, o que desafia o segmento a pensar em alternativas criativas para atrair consumidores. \u201cTemos que parar para pensar que a tecnologia tamb\u00e9m pode agregar. Em um momento em que as pessoas saem menos de casa por conta crise econ\u00f4mica, aplicativos como o iFood conseguem alavancar em 40% a renda de um restaurante, sem aumentar a m\u00e3o de obra\u201d, afirmou Pedro De Lamare, presidente do SindiRio e s\u00f3cio da Rede Gula Gula. Al\u00e9m do bom uso da tecnologia, as recentes normas aprovadas para o trabalho intermitente e a Lei da Gorjeta s\u00e3o de grande valia para o setor, j\u00e1 que geram emprego para aqueles que t\u00eam sido prejudicados pela crise. O presidente da  Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-RJ) e s\u00f3cio-diretor do grupo PAX, Roberto Maciel, tamb\u00e9m defende a redu\u00e7\u00e3o do aluguel dos im\u00f3veis de rua para est\u00edmulo ao setor.<\/p>\n<p>Transporte e ag\u00eancias devem oferecer experi\u00eancia cada vez melhor \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Apesar de grandes empresas e plataformas na \u00e1rea de transportes j\u00e1 dominarem o cen\u00e1rio brasileiro, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Locadoras de Autom\u00f3veis (ABLA), Jorge Pontual, acredita que a tecnologia \u00e9 uma aliada ao desenvolvimento do setor. Para ele, o aluguel de autom\u00f3veis \u00e9 uma oportunidade \u00fanica de explora\u00e7\u00e3o da cidade. Uma fonte de receita em um momento que todos buscam alternativas menos custosas. \u201cBuscamos agora \u00e9 entender a melhor customiza\u00e7\u00e3o para os nossos clientes. Temos que utilizar a tecnologia para conversar com essa nova gera\u00e7\u00e3o e oferecer a ela a melhor experi\u00eancia na hora de alugar um autom\u00f3vel\u201d, afirma. Apesar de muitos palestrantes terem citado o carro aut\u00f4nomo como um grande vil\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o dos alugu\u00e9is de autom\u00f3veis e at\u00e9 de estadias em hotel, o presidente da Abla n\u00e3o o v\u00ea como uma realidade brasileira, j\u00e1 que apenas 12,5% da malha vi\u00e1ria nacional \u00e9 cal\u00e7ada.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Viagens (Abav), Edmar Bull, n\u00e3o existe mais viagem sem passar pelo digital e \u00e9 preciso um profissional cada vez mais capacitado para lidar com os desafios da inova\u00e7\u00e3o. Segundo ele, as ag\u00eancias est\u00e3o se adaptando ao novo consumidor, unindo informa\u00e7\u00e3o e conhecimento para oferecer uma consultoria eficiente e produtos segmentados. \u201cA ag\u00eancia tem que unir tecnologia \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de todos os sistemas. Principalmente marketing e m\u00eddias sociais, que s\u00e3o investimentos para o cliente final\u201d, defendeu Bull.<\/p>\n<p>O gerente da Amadeus, Paulo Rezende, acredita que as empresas precisam acompanhar de perto os caminhos abertos pelas tecnologias. A Amadeus, por exemplo, tem uma unidade de novos neg\u00f3cios para fomentar novas tecnologias e startups. \u201cA gente entende que essa onda de inova\u00e7\u00e3o, de tecnologias fazendo disrup\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios, vai continuar acontecendo e a gente tem que se preparar para quando ela acontecer dentro do nosso quintal\u201d, disse Rezende.<\/p>\n<p>Poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Para a empreendedora social da OuiShare, Manuela Yamada, \u00e9 preciso unir a economia colaborativa e a inova\u00e7\u00e3o social como uma forma de combater a crise econ\u00f4mica e promover a inclus\u00e3o. Manuela esclareceu que a Economia do Compartilhamento pressup\u00f5e um sistema econ\u00f4mico baseado no compartilhamento de bens ou servi\u00e7os subutilizados que \u00e9 feito entre indiv\u00edduos. \u201cPlataformas como o Uber e o Airbnb foram pensadas para serem de consumo colaborativo, mas elas acabaram tomando outro caminho, entrando no mercado capital como qualquer outro neg\u00f3cio\u201d, analisou a especialista. Yamada destacou que as inova\u00e7\u00f5es t\u00eam que somar e n\u00e3o causar desequil\u00edbrio de mercado. \u201cA tecnologia est\u00e1 aumentando a desigualdade social, no Brasil e no mundo\u201d, disse Manuela. \u201c\u00c9 preciso que as empresas entendam o lucro n\u00e3o s\u00f3 como financeiro, mas tamb\u00e9m como lucro social\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Os efeitos da tecnologia no mercado de trabalho foram abordados pelo jornalista e colunista de tecnologia Pedro Doria, que defendeu a diminui\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria como solu\u00e7\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o de vagas de emprego que tecnologias como a intelig\u00eancia artificial v\u00e3o gerar. \u201cA gente passar\u00e1 por uma fase de transi\u00e7\u00e3o, vai ter muita gente de 50 anos que nos pr\u00f3ximos dez anos vai ver sua profiss\u00e3o se extinguir e n\u00e3o vai ter tempo de se recolocar no mercado\u201d, disse. \u201cAcredito que a redu\u00e7\u00e3o da carga de trabalho e a implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de renda m\u00ednima podem ajudar no combate \u00e0s quest\u00f5es sociais geradas pela tecnologia\u201d, complementou o colunista.<\/p>\n<p>O deputado federal Ot\u00e1vio Leite (PSDB-RJ) garantiu que o debate \u00e9 frequente na C\u00e2mara dos Deputados e que est\u00e1 pessoalmente engajado. \u201cA vida coletiva sempre requereu que se estabelecessem regras. Temos que estabelecer esses procedimentos\u201d, defendeu. Para Leite, \u00e9 preciso que a lei seja de vanguarda, desburocratize os neg\u00f3cios, promova o investimento em inova\u00e7\u00e3o, como as chamadas startups, e garanta uma concorr\u00eancia equilibrada.<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio Impactos da Economia Colaborativa \u2013 Alimenta\u00e7\u00e3o, Transporte e Ag\u00eancias de Viagem \u00e9 o terceiro de uma s\u00e9rie de cinco eventos, denominada Turismo: Cen\u00e1rios em Debate, que o Cetur da CNC vai realizar em 2017, com o objetivo de elaborar um documento final com as conclus\u00f5es e sugest\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CNC debate os impactos da economia colaborativa e das plataformas tecnol\u00f3gicas em semin\u00e1rio realizado com a presen\u00e7a de empres\u00e1rios, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva do turismo, no dia 7 de agosto, no Rio de Janeiro A revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e as transforma\u00e7\u00f5es sociais trazidas com ela s\u00e3o fen\u00f4menos irrevers\u00edveis para qualquer setor econ\u00f4mico. 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