{"id":4066,"date":"2017-06-12T13:11:01","date_gmt":"2017-06-12T13:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/?p=4066"},"modified":"2017-06-12T13:11:57","modified_gmt":"2017-06-12T13:11:57","slug":"inflacao-continua-desacelerando-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/inflacao-continua-desacelerando-em-maio\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o continua desacelerando em maio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">A infla\u00e7\u00e3o brasileira, medida atrav\u00e9s do IPCA, continua com tend\u00eancia de queda iniciada no segundo semestre do ano passado. O m\u00eas de maio variou em 0,31% e apresentou um pico de alta quando comparado com a varia\u00e7\u00e3o de 0,14% do m\u00eas anterior, por\u00e9m se mostra bem abaixo do mesmo m\u00eas do ano anterior, em que a taxa atingia quase o dobro do valor atual, com 0,78% de alta. Vale destacar que este \u00e9 o valor mensal mais baixo para o m\u00eas de maio desde 2007, quando o IPCA cresceu 0,28%. A diferen\u00e7a entre os meses de maio de 2016 e 2017 s\u00e3o explicados pela queda brusca da infla\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, que ap\u00f3s mostrar press\u00e3o no ano anterior, mostrou defla\u00e7\u00e3o neste \u00faltimo resultado. O grupo de Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas possui peso alto na composi\u00e7\u00e3o geral da taxa, j\u00e1 que \u00e9 de consumo di\u00e1rio das fam\u00edlias, e varia\u00e7\u00f5es m\u00ednimas tendem a modificar o resultado geral. A super colheita verificada no in\u00edcio do primeiro semestre tendem a reduzir ainda mais a press\u00e3o no grupo, criando uma oferta de produtos maior em uma demanda j\u00e1 recuada, o que far\u00e1 que parte dos pre\u00e7os de alguns itens apresentem quedas expressivas. Al\u00e9m do grupo citado, outros importantes grupos tamb\u00e9m mostram desacelera\u00e7\u00e3o significativa como \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d, \u201cSa\u00fade e cuidados pessoais\u201d e \u201cDespesas pessoais\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">No acumulado do ano, janeiro a maio, a infla\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a crescimento de 1,42%, o mais baixo valor desde maio do ano 2000, quando o acumulado foi de 1,41% para os cinco primeiros meses do ano. Quando comparado ao ano anterior, \u00e9 clara a tend\u00eancia de queda inflacion\u00e1ria, pois a taxa no mesmo per\u00edodo de 2016 era de 4,05%. Os principais respons\u00e1veis pela desacelera\u00e7\u00e3o do indicador foram os grupos de \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, que saiu de uma alta de 6,61% para 0,47%, \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d, saindo de 3,08% para -0,72%, e \u201cTransportes\u201d, que recuou de 1,99% para -0,34%.<\/span><a href=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-portfolio_tn wp-image-4067\" src=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio1-640x400.png\" alt=\"IPCA_maio1\" width=\"640\" height=\"400\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A desacelera\u00e7\u00e3o fica ainda mais evidente no acumulado em 12 meses, pois o movimento de recuo inflacion\u00e1rio apresenta forte velocidade, o \u00edndice saiu de 9,3% em maio de 2016 para 3,6% em maio de 2017. Este tamb\u00e9m \u00e9 a menor varia\u00e7\u00e3o acumulada para o \u00edndice desde maio de 2007, quando a taxa ficou em 3,18%. Os grupos de maior press\u00e3o foram \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cSa\u00fade e cuidados pessoais\u201d e \u201cDespesas pessoais\u201d, que acumulam alta de 8,04%, 7,84% e 5,32%, respectivamente. Contribuindo para a continuidade da infla\u00e7\u00e3o em baixa e apresentando as menores press\u00f5es ficam \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d (-0,40%) e os \u201cTransportes\u201d (1,84%). A din\u00e2mica dos pre\u00e7os ainda \u00e9 muito impactada por um mercado de trabalho ainda em processo de deteriora\u00e7\u00e3o, com a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o alta, \u00e9 um dos principais motivos para a queda acelerada da infla\u00e7\u00e3o, por\u00e9m vale destacar tamb\u00e9m as pol\u00edticas para controle dos gastos p\u00fablicos, al\u00e9m da reforma previdenci\u00e1ria, contribuem para que as expectativas da infla\u00e7\u00e3o sofram redu\u00e7\u00e3o, auxiliando o processo de controle dos pre\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As proje\u00e7\u00f5es do mercado, captadas pelo Banco Central, voltaram a ficar distantes do observado em maio de 2017. A taxa esperada pelo \u00faltimo Boletim Focus era de 0,46%, valor que mostrou redu\u00e7\u00e3o durante as 4 semanas do m\u00eas, pois na primeira semana a estimativa era de 0,51%. Este resultado que far\u00e1 com que as expectativas inflacion\u00e1rias sejam reajustadas para baixo, impactando assim as proje\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3ximos meses. Para junho os analistas acreditam em uma taxa de 0,20%, que tem grande possibilidade de ser reduzida nas pr\u00f3ximas divulga\u00e7\u00f5es. Para 2017 a infla\u00e7\u00e3o anual esperada j\u00e1 se encontra bem abaixo da meta, com valor de 3,90%, para o ano seguinte se encontra em 4,40%. O cen\u00e1rio de uma infla\u00e7\u00e3o controlada e agora mais pr\u00f3xima do piso da meta de 4,5% continuar\u00e1 dando condi\u00e7\u00f5es do Banco Central promover cortes maiores na taxa b\u00e1sica de juros. A taxa Selic, voltou a cair, desta vez o corte foi de 1,0%, saindo de 11,25% para 10,25% ao ano, os analistas esperam que ao final de 2017 a taxa encerre em 8,5%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR) apresentou a maior taxa de infla\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas pesquisadas pelo IBGE, atingindo 0,72% em maio de 2017, o valor mostrou-se bem acima da m\u00e9dia, com uma varia\u00e7\u00e3o quase duas vezes maior que a segunda maior taxa. Este valor \u00e9 maior que no m\u00eas anterior e inferior ao mesmo m\u00eas do ano anterior, quando as taxas foram de 0,49% e 0,90%, respectivamente. O IPCA da RMR apresentou desacelera\u00e7\u00e3o na maioria dos grupos, como \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d, \u201cTransportes\u201d, Despesas pessoais\u201d e Comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter o grupo educa\u00e7\u00e3o com varia\u00e7\u00e3o quase nula, por\u00e9m o crescimento verificado em \u201cHabita\u00e7\u00e3o\u201d foi grande o bastante para pressionar a taxa geral. Os itens relacionados a habita\u00e7\u00e3o cresceram 4,72%, ante recuo de -0,62% do m\u00eas anterior, influenciado principalmente pela alta da cobran\u00e7a de energia el\u00e9trica, que apresentou varia\u00e7\u00e3o positiva de aproximadamente 24,05%, o maior reajuste de todas as regi\u00f5es metropolitanas e cidades presentes na pesquisa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No acumulado do ano a RMR mostrou crescimento de 2,35%, apesar do crescimento acima da m\u00e9dia verificado no m\u00eas de maio, o acumulado do per\u00edodo \u00e9 o mais baixo desde maio de 2009, quando o IPCA atingiu 2,04%. Em 2016, ano de press\u00e3o inflacion\u00e1ria forte, o indicador atingiu 4,22% nos cinco primeiros meses do ano, o que j\u00e1 mostrava uma infla\u00e7\u00e3o bastante alta no primeiro semestre. O recuo nos reajustes dos itens dos grupos de \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o e bebidas\u201d, \u201cArtigos de resid\u00eancia\u201d e \u201cVestu\u00e1rio\u201d, conseguiram fazer com que o acumulado de 2017 ainda fosse inferior ao dos \u00faltimos anos. No acumulado em 12 meses, a RMR apresenta alta de 5,2%, acima do valor verificado na m\u00e9dia nacional, mas ainda continua mostrando desacelera\u00e7\u00e3o com o segundo resultado consecutivo com redu\u00e7\u00e3o da taxa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4068 size-full\" src=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2.png\" alt=\"IPCA_maio2\" width=\"617\" height=\"356\" srcset=\"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2.png 617w, http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2-300x173.png 300w, http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2-24x14.png 24w, http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2-36x21.png 36w, http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IPCA_maio2-48x28.png 48w\" sizes=\"(max-width: 617px) 100vw, 617px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os cinco produtos com maior varia\u00e7\u00e3o positiva em maio de 2017 para a RMR foram a energia residencial (24,1%), chocolate em barra e bombom (13,2%%), manga (11,6%), feij\u00e3o-carioca (11,4%) e o coentro (9,7%). Na outra ponta os produtos que tiveram o pre\u00e7o apresentando varia\u00e7\u00e3o negativa foram a passagem a\u00e9rea (-15,3%), mandioca (-10,0%), alface (-9,5%), laranja-pera (-8,8%) e a melancia (-6,6%).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">GER\u00caNCIA DE INVESTIMENTOS\/BANCO CENTRAL DO BRASIL. Focus \u2013 Relat\u00f3rio de Mercado<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00cdndice de Pre\u00e7o ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; IBGE<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Fonte: Instituto Fecom\u00e9rcio-PE<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a entre os meses de maio de 2016 e 2017 s\u00e3o explicados pela queda brusca da infla\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, que ap\u00f3s mostrar press\u00e3o no ano anterior, mostrou defla\u00e7\u00e3o neste \u00faltimo resultado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4066"}],"collection":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4066"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4066\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4070,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4066\/revisions\/4070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3294"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/fecomercio-pe.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}